Leishmaniose

O que é a leishmaniose?

É uma doença provocada por um parasita (Leishmania sp.) que se localiza principalmente na medula óssea, gânglios linfáticos, baço, fígado e pele.

O Cão é o principal hospedeiro e é transmissível pela picada de um flebótomo infectado (pequeno insecto parecido ao mosquito da fruta).

Este insecto necessita de condições geográficas e climatéricas adequadas para se multiplicar, as quais podem ser encontradas em quase todas as regiões de Portugal e Espanha.

Como saber se o meu Cão tem leishmaniose?

O diagnóstico deverá ser realizado pelo médico-veterinário através de exames clínicos e laboratoriais.

Os sinais suspeitos incluem feridas na pele que não cicatrizam, crescimento exagerado das unhas, aparecimento de crostas e caspa sobretudo nas margens das orelhas, em redor dos olhos e nariz, sangramento do nariz, perda de peso, urinar muito e beber mais água.

É transmissível ao Homem?

É uma doença zoonótica, isto é, pode ser transmitida ao Homem, todavia a transmissão não é direta do cão para o Homem. Para que ocorra é necessário:

1) Um flebótomo fêmea picar um cão infectado e contaminar-se com o parasita;
2) Os parasitas, agora no flebótomo, precisam de aproximadamente 1 semana para se tornarem infectantes;
3) O flebótomo picar uma pessoa;
4) A pessoa infectada ter um sistema imunitário fragilizado.

Em suma, a transmissão ocorre por picada do insecto, sendo o risco maior em indivíduos imunocomprometidos.

O que se pode fazer para prevenir?

É importante evitar a picada do flebótomo! Se reduzirmos o número de picadas, diminuímos o risco de contrair a doença.

As estações do ano em que o flebótomo é mais prevalente são a Primavera, Verão e Outono. Eles são mais activos durante o final do dia, atura em que se alimentam. Como tal, ao evitar passeios durante esse período e recolher o seu amigo de 4 patas estará a reduzir a probabilidade de vir a ser picado, sobretudo se viver numa zona endémica.

De forma a minimizar o risco de picada é igualmente importante a utilização de medicamentos antiparasitários com efeito repelente para flebótomos. Existem várias opções, que vão desde coleiras a soluções para unção punctiforme, mais conhecidas por “pipetas”, sendo fundamental cumprir também com as recomendações dos intervalos de aplicação de cada um.

Além dos medicamentos repelentes, existem ainda vacinas e uma solução estimulante do sistema imunitário contra este parasita.

Adoptando todas estas estratégias é possível reduzir significativamente o risco de contrair leishmaniose.

Informe-se junto do seu médico-veterinário.

 

 

 

 

 

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