O que precisa de saber sobre o golpe de calor

Siga as nossas indicações.

O golpe de calor é uma reacção que ocorre quando a temperatura corporal sobe bruscamente e o organismo é incapaz de compensá-la, resultando na disfunção de vários órgãos, o que pode levar à morte do animal.

Embora os cães dissipem calor através da pele, através das almofadinhas plantares e em pequena percentagem através da pele exposta nas orelhas (em cães com o pavilhão auricular visível), não arrefecem por transpiração como nós. Como não transpiram através da pele, o seu mecanismo de perda de calor mais eficaz é o da evaporação da humidade através da respiração.

Se a temperatura ambiental subir muito e se adicionalmente houver muita humidade no ar, dificilmente conseguem dissipar o calor corporal pela respiração, e a sua temperatura interna pode subir acima do máximo normal (39,5ºC).

Esta situação é uma emergência médica e uma das principais causas de morte durante o Verão, todos os anos.

Há animais mais sensíveis que outros?

Alguns animais são mais sensíveis a esta situação. Cães com dificuldades respiratórias estão em maior risco de sofrer um Golpe de Calor. Nestes incluem-se os obesos, os cães braquicéfalos (como o Boxer, Bulldog Inglês, Pug, Boston Terrier ou Epagneul Pequinês), os cães com insuficiência cardíaca, os cachorrinhos com menos de 6 meses ou os cães idosos.

Os animais já desidratados e os febris estão também dentro do grupo de alto risco.

Quais os sinais de alerta?

– Respiração ofegante;
– Salivação excessiva;
– Pele seca e quente;
– Agitação e ansiedade;
– Batimento cardíaco acelerado;
– Não responde aos estímulos do dono.

À medida que a situação progride pode ainda surgir vómito, diarreia, descoordenação, convulsões, coma, terminando na morte do seu animal.

Em caso de golpes de calor, o que fazer?

Pulverize-o com água à temperatura ambiente e leve-o imediatamente a um médico veterinário para ser avaliado.
Não aplicar água fria ou gelo, uma vez que, ao provocar um arrefecimento demasiado rápido do corpo pode aumentar a incidência de complicações e a constrição dos vasos sanguíneos superficiais, tornando mais difícil a dissipação do calor interno.
No transporte do seu animal até ao médico veterinário, não o coloque dentro de uma transportadora, nem o confine demasiado. Ligue o ar condicionado no máximo ou, em alternativa, abra todos os vidros. A toalha molhada deve ser evitada no transporte pois dificulta a dissipação do calor.
Pode molhar-lhe a boca ou permitir-lhe que ele beba um pouco de água, caso esteja consciente.
Em caso de convulsões, mantenha-se calmo. Não tente mexer-lhe na boca, afaste tudo o que sejam objectos que lhe possam provocar auto-traumatismos e, assim que possível, procure a assistência de um médico veterinário.

Como prevenir?

Nos dias de maior calor:

  • Ter sempre disponível água limpa e fresca;
  • Manter circulação de ar ou ventilação nos locais onde deixa o seu amigo de 4 patas (dentro de casa, no carro, etc);
  • Nunca deixar o animal sozinho no carro ao sol ou com as janelas fechadas;
  • Durante a viagem manter as janelas abertas para o ar circular ou manter o ar condicionado ligado, mas apesar destes cuidados deve parar no mínimo de 2 em 2 horas para oferecer um pouco de água fresca (maior cuidado principalmente com raças braquicefálicas);
  • Não prender o animal ao sol;
  • Não o exercitar nas horas de maior calor.

 

 

 

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