“O Inverno chegou e com ele as temperaturas começaram a baixar, havendo certos cuidados que deve ter com o seu melhor amigo.”

À parte de algumas raças bem-adaptadas a climas mais frios, as baixas temperaturas podem ter um impacto negativo para cães e gatos de pelo médio ou curto, e para alguns grupos mais vulneráveis, como por exemplo os animais muito jovens, os animais geriátricos, ou animais com alguma(s) patologia(s) conhecida(s) e animais imunocomprometidos, cuja probabilidade de contraírem uma doença é mais elevada.

Então quais os 6 cuidados principais a ter durante as épocas mais frias do ano?

1. Uso de roupas quentes, mantas e cobertores. A pelagem natural pode não ser suficiente para manter a temperatura corporal normal, então para que estejam quentinhos podem utilizar-se roupinhas confortáveis que permitam um movimento normal do animal. Hoje em dia existe uma grande oferta de roupas disponíveis, desde as mais simples às mais na “moda” e para todos os tipos de carteiras. O importante é serem confortáveis e práticas, sem afetar o bem-estar do bichinho. Outra opção em casa é utilizar mantas e cobertores nas caminhas, no sofá ou nas casotas.

2. Evitar tosquias que deixem o pelo muito curto e banhos em dias muito frios. A proteção natural contra o frio são os pelos, por isso estes devem crescer naturalmente e ter um tamanho razoável para manter o bichinho quente. A manutenção da pelagem nesta altura do ano pode ser feita através de escovagens mais frequentes, para remoção de pelo morto e nós, e da utilização de toalhitas higiénicas ou champô seco. Relativamente aos banhos, estes só devem ser dados se for mesmo necessário e, neste caso, o animal deve ser bem seco e não ir imediatamente à rua para evitar o surgimento de problemas respiratórios.

3. Animais que habitam ou dormem fora de casa devem ser confinados num local protegido.Em dias de chuva, deve revestir com borracha ou colocar um estrado por debaixo da cama do animal.  No entanto, quando as temperaturas descem excessivamente os animais, preferencialmente, não devem ser deixados a pernoitar ao relento.

4. Fornecer maior quantidade de comida aos animais. Em relação à alimentação, durante o inverno poderá também fornecer uma quantidade de comida mais elevada, uma vez que gastam mais energia para manter a temperatura corporal, não sendo aconselhado dar a animais obesos ou a animais com tendência a ganhar peso.

5. Incentivar o animal a beber água, fazer exercício físico, e passear em horários com mais sol. Quando está mais frio os animais bebem menos água, aumentando a desidratação, o que pode levar a desenvolvimento de cálculos renais. Pode fornecer comida húmida, colocar fontes de água e ter água disponível em vários pontos da área que o animal ocupa, mantendo-a sempre limpa e fresca. O exercício físico permite a animais com problemas articulares, manterem a mobilidade, uma vez, que a temperatura corporal aumenta com a atividade física e consequentemente que fiquem com menos dores. Durante os passeios não deve tirar a trela, o vento pode confundir o faro do animal, nos horários com mais sol evita-se que o animal tenha mais frio.

6. Evitar aglomerações de animais, manter as vacinas em dia. No inverno as pneumonias são muito comuns, assim como a traqueobronquite infeciosa canina (tosse do canil) e a rinotraqueite, estas doenças são altamente contagiosas e é mais perigosa para animais muito jovens e animais geriátricos. A transmissão é feita por contacto direto entre cães ou gatos por isso devem ser vacinados para evitar contrair a doença(s), assim como deve evitar-se locais com grande número de animais.

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Enf.ª Inês Pinho