Na luta contra a Leishmaniose, todos podemos ajudar!


 

Convidamo-la/o a fazer parte da comunidade de proprietários que já vacinam activamente todos os cães susceptíveis de entrar em contacto com o parasita e desta forma ajudar-nos a reduzir a prevalência da doença no nosso país.

 

Cinco conselhos para proteger o seu cão desta doença crónica grave e transmissível ao Homem

 

1 – Evitar os passeios ao final do dia e durante noites amenas e pouco ventosas.

Este período coincide com o de maior actividade do insecto, logo se evitarmos passeios nesta altura do dia, reduzirmos a exposição do cão e consequentemente a possibilidade de infecção.

2 – Evitar que os cães pernoitem na rua.

Estes insectos são mais activos desde o entardecer ao amanhecer. Por isso deve evitar-se que o cão durma na rua, reduzindo assim a hipótese de que este venha a contrair a doença, uma vez que fica menos exposto. Para mais, enquanto dorme, o cão está imóvel, tornando mais fácil o trabalho do insecto. Se possível, recolha o animal para o interior da habitação assim que o sol começar a pôr-se.

3 – Aplicar pipetas ou coleiras repelentes de insectos ou com insecticidas.

A utilização de coleiras ou pipetas impregnadas com permetrinas, reduz o risco de infecção, pela diminuição da probabilidade de contacto com o vector. Existem marcas e tempos de eficácia variáveis. Normalmente estes produtos fazem protecção múltipla, associando a repelência de insetos ao controle de pulgas e carraças.

4 – Vacinação

Actualmente existe mais do que uma marca de vacina disponível no mercado. Antes da administração da primeira vacina, o animal deve ser testado, para confirmar que não se encontra infectado, uma vez que neste caso a vacinação seria desnecessária. Normalmente o despiste é feito em ambiente de consulta, existindo kits rápidos que testam a partir de umas gotas de sangue fresco, com resultados em minutos. As revacinações são feitas uma vez por ano.

5 – Imunoestimulação

Em 2011 foi disponibilizado no mercado português um produto para administração oral, que modela a imunidade celular do cão, reduzindo o risco de desenvolver infecção activa e doença clínica. Este fármaco estimula a sua capacidade defensiva, optimizando-a, de forma a produzir anticorpos eficazes, ao primeiro contacto com a leishmania. O protocolo de prevenção prevê a administração diária de uma quantidade de produto, adaptada ao peso do animal, por períodos de 1 mês, 2 vezes por ano. Sem grandes efeitos secundários, excepto algumas diarreias passageiras, sobretudo no período de adaptação, tem vindo a ser muito utilizado, em alternativa à vacina.

A escolha do produto utilizado, vacina ou imunoestimulação, deverá levar em conta a relação risco/beneficio, assim como os custos de cada opção, o seu estilo de vida e historial sanitário.

6 – Evitar passear em locais húmidos, matas e parques.

Cursos de água, lagoas, zonas arborizadas naturalmente húmidas, zonas de água estagnada, são locais a evitar nos passeios, uma vez que os insetos habitam nestas áreas. Escolha zonas arejadas, bem ventiladas, pouco apreciadas pelos mesmos e portanto mais seguras para o cão.

7 – Medidas sanitárias básicas e simples.

Manter os locais limpos, não acumular detritos a céu aberto, manter os sacos de lixo cuidadosamente fechados e acondicionados em contentores próprios, são medidas simples, importantes para a saúde geral, mas que também ajudam a controlar a proliferação dos insetos transmissores da doença, uma vez que estes se reproduzem na matéria orgânica.

Para mais esclarecimentos, por favor entre em contacto connosco.

A Equipa do CV7C.

 

Fontes

  • Texto adaptado de http://visao.sapo.pt/opiniao/bolsa-de-especialistas/2017-01-16-Dicas-para-prevenir-a-Leishmaniose-canina

Imagem da capa:

  • https://www.123rf.com/photo_76045256_stock-illustration-promastigotes-of-leishmania-parasite-which-cause-leishmaniasis-3d-illustration.html

Imagem da campanha:

  • https://saludanimal.leti.com/pt/campanha-de-vacina%C3%A7%C3%A3o-contra-a-leishmaniose-2019_29373Imagem de capa: